segunda-feira, 8 de abril de 2013

Transcender para viver

Aprendi, no verdadeiro desejo de aprender, que a vida apresenta uma realidade no qual não entendemos. A gente parece criança birrenta que não é atendida quando pedimos o brinquedo no super-mercado! E mãe que é mãe não dá mesmo! Principalmente quando a criança começa a berrar... Eu aprendi que a vida determina caminhos que não compreendo e reluto como se fosse aguentar a correnteza de uma mar revolto querendo te levar para o norte, mas você acha que o sul é o seu! E na verdade, natureza sábia dos grandes fluxos, te leva para onde você precisa ir, exatamente no ponto em que você finalmente chega e diz: perfeito! Talvez eu ainda não tenha chegado à esse ponto, talvez a vida continue me levando para o meu caminho natural, mas o fato é que finalmente deixei ela agir... sem relutar, sem pestanejar, sem fazer nenhuma birra. Vem vida, me leva! Faça o que quiser comigo, que eu só vou aceitar. Não digo que vou parar de lutar pelos meus objetivos, mas só vou fazer isso se assim for o meu verdadeiro caminho! A grande questão é essa: as vezes lutamos feito uns condenados por algo que não nos cabe! Não é para o nosso corpo, espírito, sei lá o que! Por isso que eu digo que eu não sou atéia, porque eu acredito no Universo, no Cosmos, nas energias vitais, no fluxo, na natureza! E respeito toda essa força! Deus? Sei lá! Não me cabe definir nem nomear, me cabe apenas sentir a sua existência e me manter em contato inteiramente com essa respeitosa força! Chego a me imaginar em seus pés, ou melhor, chego a me imaginar totalmente integrada à ela. Eu faço parte dela... apenas uma parte! Invisível a olho nu... E me sinto tão alegre por estar presente em tudo isso! E tão grata! Sei que nosso planeta não é dos melhores. Mas aí está a graça desse cenário! Apesar dos pesares, eu continuo querendo entender você! A dúvida, a incerteza, a incógnita me faz querer ainda mais conhecer o que nunca vou conhecer! Por isso, entenda, uma das soluções (que está totalmente nas suas profundezas), é a integração com o tudo e o nada! E não relutar nem querer saber! Jamais! Porque isso é coisa de criança birrenta e mimada! E eu, apesar de ter passado por isso sim, não nego, na minha linda infância, como eu disse, eu já passei! Agora é hora de transcender...

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